Há quem acha que compreende. Há quem considera que pode imaginar a especificidade deste sentimento na sua unidade, a sua composição e complexidade. Há quem queira perceber aquilo que apenas duas pessoas no mundo conhecem, o modo como descobriram, através de que projecto construíram e a forma como agora desfrutam do produto de todos os momentos de construção. Afinal o que somos?
Tentando explicar, o “nós”, no seu todo, é como um livro best-seller mundial, onde a capa és tu, e a contracapa sou eu. O que nos liga é a barra lateral, simbolizando uma barreira alta e larga que não nos permite distanciar, encurralando-nos. E, finalmente, o que há entre nós é uma história.
Uma história diferente de qualquer outra já conhecida ou revelada. Uma história que aos olhos de qualquer pessoa além de mim e de ti é ilegível, história essa surreal e distante de tudo que parece normal. Por isso sei que é um livro especial, uma história que apenas a duas pessoas únicas pertence.
Que faz emocionar, que faz rir, que faz chorar. Uma história viva, onde cada página é um dia e o virar de página é directamente proporcional ao “nosso amor especial”.
História onde as margens são o que nos rodeia.
As letras são o bater dos nossos corações.
Palavras são memórias, recordações, momentos de sorriso, de amuo, confiança, diálogo, amizade, amor, discórdia, compreensão, companheirismo.
Local onde as frases se encontram sob a forma de paz, vida e completação.
Cada sinal de pontuação é convertido num olhar que transmite uma expressão, de mim para ti ou vice-versa, num sinal de segurança, um olhar comunicante.
No final de cada dia, logo, de cada página, o carinho é sempre o último parágrafo.
Onde o último ponto final significa um “amo-te”.
Cada página é única, bem como o livro ou a história. Bem como nós.
Nenhuma outra descrição será mais perfeita do que a própria história, e desejo que não haja neste best-seller um número real e finito de páginas.
Meu melhor amigo, é para ti *